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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lar, doce lar?


Quando decidi, juntamente com o meu marido, comprar um apartamento fui, de imediato, à Internet pesquisar informações que julgava necessitar para a aquisição do imóvel.
 Uma das regras que retive melhor foi a de que não nos devemos apaixonar, à partida, pela casa, de forma a podermos vê-la de forma isenta e imparcial. Pena é que não me lembrei desta norma de ouro quando conheci o meu apartamento. Foi paixão à primeira vista! Escadas?! Não é um problema, eu gosto de subir e descer escadas e até faço exercício físico! Não há elevador?! No problem, tenho fobia a elevadores, portanto... Ignorei completamente os avisos de familiares mais próximos relativamente à falta de elevador e partimos rapidamente para a compra do imóvel.
Ainda hoje amo o meu apartamento. É aquilo com que havia sonhado, é a nossa cara, no entanto, as escadas que outrora não constituíam problema algum, agora são uma dor de cabeça. Nos últimos meses de gravidez tive que voltar para a casa dos meus pais, porque era impensável subir e descer trinta e tal degraus de cada vez. Agora que o meu bebé é pequeno tenho que andar com a babycoque e com o carrinho às costas... Não é fácil e é por isso que da minha varanda pode ler-se o letreiro "vende-se". Espero que nenhum presumível comprador leia este blogue! ;-)))))
Para piorar, o acesso à entrada é feito através de uns degraus de madeira que permitem aceder à pastelaria que se situa no nosso prédio, tudo isto porque construíram um prédio colado ao meu.
O acesso às garagens é feito passando por baixo do prédio em construção. O problema é que este possui uma rampa que não "lembra ao Diabo!". Tudo isto constitui um problema suportável, mas, e se eu estivesse, por exemplo, de cadeira de rodas? Esta questão não é meramente hipotética, uma vez que tal pode, efetivamente, acontecer a qualquer um!
O Decreto-lei 163/2006 regulamenta as acessibilidades também a nível habitacional, o que causa muita estranheza, já que em Ponte de Lima poucos são os apartamentos (relativamente) acessíveis.









Há alguns pré-requisitos aos quais as habitações devem obedecer. Os edifícios habitacionais deveriam ser térreos e sem degraus, mas tal seria uma utopia, por isso, devem possuir rampas de acesso com uma largura mínima de 120 cm, de forma a permitir a passagem de uma cadeira de rodas ou um carrinho de bebé.
A inclinação não deverá ser superior a 8% e o seu piso dever ser revestido com material antiderrapante.
As campainhas não devem estar localizadas em locais muito elevados, devendo encontrar-se a 80/90 cm do solo.
É recomendável usar-se portas de correr, preferencialmente elétricas.
 Os elevadores devem possuir portas de correr com abertura automática, com uma largura de 90 cm. A profundidade da cabina deve ser de 140 cm.
Aconselha-se o uso de puxadores, em vez de maçanetas, por ser mais fácil de abrir.
Os corredores devem permitir uma rotação de cadeira de rodas de 90º, devendo para isso ter uma largura de 130 cm.
As portas da casa de banho devem abrir para o exterior e deve evitar-se um pavimento escorregadio.

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