Em seguida, pode ler-se uma entrevista a uma jovem limiana, a Nélia, que se desloca em cadeira de rodas. Desde já, quero deixar os meus agradecimentos à Nélia que, tão prontamente, aceitou responder às questões colocadas, recebendo-me com uma enorme simpatia e disponibilidade.
1- Consideras Ponte de Lima uma vila acessível?
Nélia: Sim, de uma forma geral, pode dizer-se que sim.
2- Quais os principais obstáculos que enfrentas, no teu dia-a-dia, a nível de acessibilidades?
Nélia: Um dos principais obstáculos é quando, apesar de haver uma rampa, há carros estacionados, impossibiltando a minha passagem, o que faz com que tenha que ir à volta ou pela estrada, o que é bastante perigoso. Outro obstáculo de referir é quando há candeeiros no meio do passeio (principalmente à beira da escola do 1º Ciclo). A Biblioteca Municipal também não está acessível. Tenho que chamar uma funcionária para me ajudar, entro pela lateral e a casa de banho não possui barras de apoio. Relativamente às Caixa Multibanco, apenas a da Millenium estava acessível, mas foi retirada. As caixas são muito altas e eu só consigo tirar dinheiro porque me consigo levantar. A Caixa Geral de Depósitos do Largo de Camões está inacessível. Felizmente temos a Caixa cá de cima que está acessível.
3- Consideras que te podes movimentar, com segurança, em Ponte de Lima?
Nélia: Creio que sim.
4- Foi fácil arranjares casa?
Nélia: Ainda estou à procura de casa para comprar, mas as que são, mais ou menos, acessíveis, são também muito caras. Moro num apartamento arrendado (monetariamente compensava-me comprar um apartamento com empréstimo em vez de pagar uma renda mensal), mas não encontro casa acessível. Mesmo no apartamento onde estou, tive que ser eu, e não o condomínio, a colocar uma rampa...


















































